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Escrito em luz e letras

São retratos, paisagens, fachadas, arvores, pedras ou tão só pedaços de mundo que me entraram pela lente e se me guardaram na mente. Deixo-as gravados aqui, em luz e letras. Podem ser um ponto de partida ou de chegada, uma história contada, fotografada, com sentido, ou não. Se uma imagem vale por mil palavras, então, juntemos as duas no mesmo lugar, a par e passo, terra e lua, para que nada fique por dizer.

Joaquim

Joaquim. Primeiro resistiu à câmara, depois cedeu, mas nunca a enfrentou, apenas a tolerou. Percebi que nunca lhe tinham pedido para fazer um retrato. Ficou tímido, talvez, como tantos outros objectos escondidos na sua oficina. Não sei se perdidos ou simplesmente esquecidos. Joaquim seguramente saberá onde guarda cada peça, cada talha, pedaço de história à solta, ou preso, naquela oficina. Quase que se funde na paisagem, faz parte dela e ela abraça-o com os seus tons de mel, madeiras escuras envelhecidas, cheiros de cola e aparas frescas. Sem nunca olhara a câmara, fundiu-se nas cores e fingiu que eu não estava ali. Deixou que a câmara fizesse o seu trabalho sem se importunar. Joaquim não sabe que está aqui, nas entranhas da internet, acho que pouco se importa.


 Joaquim na sua oficina em Lisboa, Estefânia.

Joaquim na sua oficina em Lisboa, Estefânia.

 Oficina de Joaquim

Oficina de Joaquim

Oficina de Joaquim e as ferramentas
Frederico van ZellerComment